[30 de janeiro de 2010]

Trigésimo segundo

Chame –me cética, se assim lhe convier, mas analise comigo. O amor é uma coisa linda, é necessário para a existência humana, é uma das coisas que nos fazem humanos... até que ele se torne o chamado amor romântico. Desse dia em diante, catástrofes e infelicidade virão em série. Esqueça aqueles contos de fadas que sabe-se lá por quê nossas mães liam quando éramos novas demais pra escolher nossa literatura, esqueça aqueles lindos filmes românticos que Hollywood nos vende, são pura fantasia e idealismo. Não que eu espere um amor ‘Eros e Psiquê’, por favor, não! Mas espero amor com sinceridade, intensidade, e isso, nunca achei no amor romântico. Encontro essas qualidades em todos os tipos de amor, mas basta aquele amor sincero virar um amor romântico, e começam a desconfiança, as mentiras, o caos.

Não pense que abomino o amor romântico! Muito pelo contrario, por muito tempo o estudei, li a seu respeito, mas não sei dizer se já o vivi, acredito que não. Quer dizer, se ele é tão devastador e intenso quanto dizem, as pessoas devem ser capazes de saber quando o sentem, certo? Então não, nunca o vivi, sou mera observadora de seu poder, e grata por me manter assim.

Aprende-se a viver feliz sem esperar o amor. Isso na verdade é muito fácil! Muito mais fácil do que aprender a viver com o amor, eu diria. Não é uma escolha simples, mas é possível abrir mão de se procurar sua metade. O grande segredo? Faça-se inteiro. Não a metade a ser procurada quando nada falta.

Chame-me cética, mas optei por viver comigo mesma, e cercada de uma amor sadio e controlável, que não envolve romances ou aventuras sentimentais, em uma vida em que faço minhas escolhas, procuro a felicidade no dia a dia e nas coisas que fazem parte obrigatória de cada fase da vida. Troquei o sonho de uma vida ao lado de uma grande amor, pela realidade de uma vida repleta de pequenos amores.



- Postado por Anônimo às 22:03.

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